Dan “Ista” Hsu

Desde a primeira vez que eu ouvi falar da EGM americana e reparei quem era o editor, este cara tem sido o japinha Dan “Shoe” Hsu. Mas isso só vai durar até sexta-feira, dia 25 deste mês, dia em que ele vai trabalhar pela última vez na editora Ziff Davis. E antes que alguém fale alguma coisa, ele garantiu que o motivo é puramente pessoal e não tem nada a ver com demissão, dinheiro de publicidade da Eidos ou a recente terminação da revista Games For Windows, que era da Ziff:

Esta decisão é minha; Eu não estou sendo forçado ou dispensado ou nada do tipo. E isto não tem nenhuma relação com o recente anúncio sobre a Games for Windows: The Official Magazine (e eu espero não estar roubando a atenção dos caras — não é a minha intenção). É só que chegou a hora de dar um passo à frente. Eu estive aqui, principalmente com a EGM, desde Abril de 1996. São 11 anos (tirando aquele ano em que eu fiquei brevemente no Gamers.com)… um bom tempo!

Não vou dizer que eu sou fã do cara, porque não chego a ser. Simplesmente não li coisas dele o suficiente para sentir qualquer coisa além de admiração profissional. Mas isso eu sinto. Afinal, se o cara durou onze anos como editor de uma das maiores revistas de games do mundo, um bom profissional é certeza que ele é.

Enquanto eu escrevia este post, o camarada Luck falou comigo pelo Google Talk: “nossa cara, que notícia absurda”, e emendou um smiley triste. Pode ser uma notícia chata, mas absurda não é. Quem ainda duvida que as revistas estão definhando aos poucos? Quem é esperto e conseguir oportunidade, tem mais é que se mandar mesmo. Foi isso que Jeff Gerstmann fez depois de ter sido chutado do GameSpot (com a diferença que o GameSpot não é uma revista): foi lá e criou o seu próprio site, que por enquanto ainda é apenas um blog, o Giant Bomb. Se o Hsu não arranjou um emprego na indústria de games, seria capaz de apostar o meu Forza 2 que ele vai começar um site ou se juntar a algum já existente.

Aliás, não seria nada mau se ele juntasse forças com o Gerstmann no Giant Bomb, hein?

Outra observação aleatória: engraçado pensar como nesse tempo em que o Hsu comandou a EGM americana, nada menos do que sete editores(as) passaram pela edição brasileira. E isso que a nossa EGM só teve a sua primeira edição em 2001 (aliás, Abril é mês de aniversário da EGMBR), ou seja, temos “só” sete anos. Claro que definitivamente não tem nada a ver com o profissionalismo destas sete pessoas. É sinal da instabilidade e infância do mercado editorial games no nosso país. Mas não deixa de ser interessante mencionar.

[via Kotaku]

Atualização » O pessoal nos comentários está dizendo que a EGM Brasil começou em 2002, e não em 2001, e que teve apenas cinco editores em vez de sete, como foi escrito. Eu acho que está certo, mas alguém aí confirma?