
[Nesta semana, André Breder traz novamente o sabor dos 16 bits à coluna Retroatividade, embora ele seja um fã confesso da era 8 bits. Como a estréia da coluna na semana passada foi com o ouriço Sonic, mascote-mór da SEGA, ele quis afirmar logo de cara que não nutre "ismo" algum, mandando ver um texto sobre um dos maiores clássicos da empresa rival.]
Super Mario World, a tão esperada continuação de Super Mario Bros 3! Foi um dos primeiros jogos produzidos para o Super NES e é até hoje considerado um dos melhores já lançados para o console de 16 bits da Nintendo. Como não podia ser diferente, a dupla de gênios Shigeru Miyamoto e Koji Kondo trazia ao mundo mais um jogo fantástico da série Super Mario, que só ajudaria a popularizar ainda mais o encanador mundo afora!
A história do jogo é batida, mas quem se importa: Mario, Luigi e a Princesa Toadstool foram tirar férias na Ilha dos Dinossauros. Mas, durante as férias, a Princesa Toadstool acaba sendo raptada mais uma vez pelo infame Bowser. O vilão cascudo, desta vez, além de seu vício em seqüestrar a nossa pobre princesa, deseja também se apoderar da Ilha dos Dinossauros, e para isso acabou aprisionando seus habitantes em ovos mágicos, que são guardados fielmente pelos seus sete filhos. Diante disso, Mario e Luigi irão se aventurar por sete mundos cheios de inimigos e desafios, até poder finalmente encarar o maldito Bowser e salvar a Princesa, junto com todos os habitantes da Ilha dos Dinossauros.
O número de “Power Ups” em Super Mario World é menor em relação ao jogo Super Mario Bros 3, mas não deixam de ser interessantes e bastante úteis durante a dura jornada dos irmão Mario: com o cogumelo Mario e Luigi atingem sua forma super; com a Flor de Fogo adquirem o poder de soltar as clássicas bolinhas de fogo; e com a nova pena, ganham uma capa e com ela podem voar (planar, na verdade)! As roupas de bichos que fizeram o charme de Super Mario Bros 3 não apareceram neste jogo, infelizmente.
Super Mario World marcou a estréia de mais um personagem inesquecível da série: o dinossauro Yoshi. Um bicho que pode engolir quase todo tipo de inimigo que se encontra pelo caminh.! Já os duros cascos de tartaruga são mais difíceis de engolir pelo dinossauro, mas isso acaba sendo útil no jogo, pois de acordo com a cor do casco de tartaruga que Yoshi estiver na boca, ele terá um poder diferente: o casco verde pode ser simplesmente arremessado novamente em algum outro inimigo; o casco vermelho pode ser cuspido também, mas vira três bolas de fogo que são muito úteis contra os inimigos; o casco amarelo faz com que Yoshi faça uma nuvem de areia cada vez que ele pular e pisar no chão, sendo que essa nuvem pode atingir e destruir inimigos; e já a casca azul permite que o dinossauro ganhe um par de asas e então possa voar! Mas vale lembrar que se você deixar as cascas na boca do Yoshi por muito tempo, ele vai engolí-las, e então o dinossauro não poderá mais fazer as coisas que faria quando as cascas estavam na sua boca. Se um inimigo encostar em Yoshi, nada de mau acontecerá a quem o estiver montando, mas isso fará o dinossauro fugir em disparada! Quando acontecer isso o jogador deve ser ágil para subir novamente nas costas de Yoshi, antes que o coitado acabe caindo em um buraco, deixando você sozinho mais uma vez.
Um fator interessante no jogo é que além do Yoshi tradicional (de cor verde) há também outros três tipos raros desse útil companheiro: vermelho, azul e amarelo. No começo eles serão meros bebês, mas eles crescerão e atingirão a forma adulta se forem alimentados com cinco inimigos. Cada um desses três tipos raros de Yoshi possui características bem distintas: o Yoshi vermelho sempre cospe bolas de fogo; o Yoshi Azul pode voar por um determinado tempo; e o Yoshi Amarelo produz nuvens de areia por um tempo determinado. Não importa qual a cor do casco de tartaruga esteja na boca deles, seja qual for o tipo, cada um sempre terá seu poder característico.
Algo muito bem bolado pelos programadores do jogo foi o estoque de itens que fica na parte superior da tela. Nele o jogador poderá armazenar um item especial caso seu personagem já esteja com algum “Power Up”. Quando o personagem for atingido por algum inimigo, e assim perder seus poderes, o item cairá automaticamente para o jogador. Se o jogador quiser fazer com que o item armazenado caia quando ele bem entender, basta apertar o botão Select.
Fique ligado nos pontos vermelhos no mapa! Eles representam fases que possuem passagens especiais secretas ou buracos de fechaduras. Geralmente as chaves desses buracos estão por perto. Se o jogador pegar a chave e for na direção do buraco, ele irá descobrir novos caminhos no jogo que poderão ser usados como atalhos. O grande barato do jogo é descobrir todas a 96 saídas de fase, algo que poucos jogadores conseguem, já que algumas estão muito bem escondidas.
Mesmo se tratando de um dos primeiros projetos desenvolvidos para o console, os gráficos de Super Mario World são excelentes. Shigefumi Hino fez um ótimo trabalho, conseguindo criar cenários novos mas que são ao mesmo tempo bem familiares para qualquer fã da série Super Mario. Tudo é tão colorido e bonito que quase chega a lembrar um desenho animado.
As músicas, como de costume na série, são um grande destaque. Koji Kondo mais uma vez criou melodias extremamente cativantes, que conseguem passar ao jogador uma grande variedade de emoções ao jogar Super Mario World. Nas fases em cavernas, por exemplo, a música tem um tom sombrio de arrepiar. Já nas fases na água é mais lenta e melodiosa, enquanto que em fases nas montanhas é super agitada. Uma curiosidade para os fãs das antigas: permanecer no mapa da Special Zone durante alguns minutos faz com que a música mude e surja uma nova versão do tema principal do primeiro Super Mario Bros!
O único ponto fraco de Super Mario World é a sua dificuldade, que pode ser muito baixa dependendo do caminho escolhido. Talvez a Nintendo tenha feito o jogo bem fácil para que até as crianças menores pudessem se divertir. Mas em compensação, o jogo é tão grande quanto ou até maior que o clássico Super Mario Bros 3. São mais de 70 fases para se atravessar, o que requer boas horas de jogo.
Super Mario World foi mais um ótimo jogo da série Super Mario Bros. Para muitos fãs das antigas, este é o último jogo de Mario que realmente vale a pena jogar. Tudo bem, Super Mario Bros 3 continua sendo insuperável, mas com toda certeza Super Mario World tem o honroso segundo lugar com todo merecimento!

Quem nunca passou por aqui?