O co-fundador da Valve, Gabe Newell, é um cara conhecido por ser, bem… um dos fundadores da Valve, casa do Steam e de jogaços como Half Life, Portal, Team Fortress e Left4Dead, entre outros. Mas também é famoso por seus comentários incisivos e ácidos sobre o estado geral da indústria dos jogos eletrônicos.

Provando que é um cara sensato, Newell afirmou recentemente que as estratégias de proteção de software atuais, como o muito em voga SecuROM, são “burras”. Nas palavras do manda-chuva da Valve (tenha em mente que “valor” é diferente de “preço”):

A maioria das estratégias de DRM são simplesmente burras. O objetivo deveria ser criar um grande valor com os consumidores através de serviços que agregam valor ao jogo (tornar mais fácil para que você jogue onde e quando quiser) e não diminuir o valor do produto. Nós realmente desencorajamos os demais desenvolvedores e publishers a usarem esses sistemas falhos de DRM, e de uma forma geral existe uma opinião abrangente relacionada ao abandono dessa abordagem.

Muito tem se discutido sobre a mecânica ofensiva do SecuROM, que protege a propriedade intelectual limitando a quantidade de instalações do jogo no computador. O sistema já foi usado em jogos como Mass Effect, Spore (gerando uma enorme controvérsia, que acredito ser familiar à maioria aqui) e no recém-lançado GTA IV. A Valve usa um sistema alternativo, no qual o usuário deve ativar o jogo online, mas depois disso, é livre para instalá-lo quantas vezes quiser e em quantas máquinas quiser, mesmo simultaneamente, desde que sempre esteja logado na sua conta Steam quando for jogar online.

Limitar as instalações é roubada. Que bom que pelo menos a Valve sabe disso.

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