
Não há dúvidas de que o mundinho dos games possui um dos processos evolutivos mais dinâmicos de toda a indústria do entretenimento. É só compararmos os jogos de hoje com os títulos de dez anos atrás - pode até ser que, na prática, pouca coisa tenha mudado, mas quem falar que preferia imaginar aqueles bonecões quadrados de Final Fantasy VII como pessoas do que admirar as lindas curvas do décimo terceiro episódio, é bobo.
Também não podemos negar que todo o avanço - não só tecnológico, mas de como a indústria se porta como um todo - trouxe inúmeros benefícios: só para citar alguns, temos controles que reconhecem movimentos, podemos jogar com pessoas do outro lado do mundo, lançamentos quase simultâneos em praticamente todas as partes do globo e podemos ver melhor as curvas de Lara Croft.
A questão é que algumas coisas mudaram para pior. Não, não vou começar a falar desta bobeira saudosista de que os jogos de luta eram melhores em 2D ou que o SNES ainda é o melhor console de todos os tempos. Me refiro a esta acomodada posição que as empresas de games tomaram de uns tempos pra cá. Parece que não tem mais equipe de revisão ou qualquer preocupação em lançar material “definitivo”: afinal, se foi pras lojas quebrado, não tem problema: depois é só consertar.
Os maiores exemplos são os jogos, com suas dezenas de atualizações baixadas pela internet para corrigir os mais diversos tipos de bugs. Mas não se limitam a eles. Essa velocidade acelerada que a indústria em detrimento do acabamento tem recebido proporções tão grandes que o grande destaque da nova geração não é nenhum título AAA ou grande exclusividade - mas sim as três luzes vermelhas do Xbox 360.
É claro que tem os exageros, como a nova “camisinha” e a corda mais firmes do Wii Remote para as pessoas sem o mínimo de bom senso que saem quebrando suas casas. Mas para cada caso desses, surgem mais e mais problemas. É um tal de patch de atualização pra lá, periférico quebrado pra cá…
O serviço porco da hora é a versão do Guitar Hero III para Wii, que aparentemente veio com som em mono. Ainda não pude jogar no console da Nintendo, então nem sei se faz tanta diferença assim, mas não deixa de ser absurdo ninguém do time da Neversoft ter percebido a mancada antes de pôr o jogo na loja. O pior é que pra resolver vai dar a maior confusão, já que a Nintendo, com seu jeito, digamos, “tradicional” de ser, não vai querer liberar atualização pela internet. Daí a Activision vai ter que se virar para manufaturar quantos discos com a versão consertada forem necessários. Trabalho porco dá nisso. Pelo menos podiam aprender…
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Para quem não notou, eu não sou o Fabio. Prazer, Luiz Eduardo Freitas, às suas ordens (nem tanto). O primeiro colaborador do Continue, mas não espero que seja o primeiro de muitos. Afinal, se isso aqui começar a dar dinheiro, a repartição tem que ser a menor possível.
O meu “longo” histórico você confere ali do lado, no “Quem Escreve”. Espero que goste dos meus posts, senão o Bracht me chuta daqui. E acho que é isso. Qualquer coisa, só chamar.