[Com Street Fighter IV cada vez mais real, e os jogos de luta voltando aos holofotes, nada mais natural do que relembrar os bons tempos de pancadaria do maior clássico do gênero. Com vocês, André Breder em mais uma edição do Retroatividade!]
Não é surpresa para ninguém: Street Fighter 2 - The World Warrior foi sucesso absoluto! Lançado originalmente para os fliperamas no ano de 1989, este jogo se tornou um vício coletivo entre os jogadores do mundo inteiro, que chegavam a fazer filas pela oportunidade de jogar! Quem nunca ouviu falar em Street Fighter 2 simplesmente não é desse planeta, ou morreu antes que o jogo fosse lançado!
Após o estrondoso sucesso nos fliperamas, a Capcom tratou de fazer mais dinheiro ainda lançado o seu maior sucesso de todos os tempos para os consoles caseiros, que era um mercado que a cada ano se tornava maior e mais lucrativo. E o primeiro console doméstico a ser escolhido para ter uma versão do fantástico Street Fighter 2 - The World Warrior foi o Super NES! Para se ter uma idéia da importância deste jogo de luta da Capcom na época, basta saber que sua ida para o Super NES foi um dos principais motivos da derrota da SEGA (e seu Mega Drive) na batalha no mundo dos 16 bits! Para azar da SEGA, seu console só foi ter uma versão da série Street Fighter tardiamente, e sem obter o mesmo sucesso de qualquer versão lançada para o Super NES.
Sendo um jogo simplesmente revolucionário, Street Fighter 2 - The World Warrior trouxe para os gamemaníacos caseiros todo o prazer e diversão obtida nos fliperamas. A conversão da versão arcade para o Super NES foi ótima, e fez com que milhões de cópias do jogo fossem vendidas em todo o globo.
A história do jogo é a seguinte: Street Fighter 2 é uma a continuação do original Street Fighter, onde o lutador japonês Ryu, após ter vencido o campeão anterior Sagat, continua sua jornada por novas lutas, junto com seu amigo e eterno rival, Ken Masters, enfrentando uma série de novos oponentes, dentre eles o terrível comandante da organização criminosa Shadaloo, M. Bison.
Apesar de Ryu ter um papel de destaque no jogo (já que ele é quem detém o título do torneiro anterior) Street Fighter 2 - The World Warrior tem mais sete personagens jogáveis. São eles: o já citado Ken Masters; o lutador de sumô Edmund Honda; a chinesa Chun-li; o ex-integrante das Forças Especiais Norte Americanas Guile; o indiano Dhalsim; o brasileiro Blanka; e o russo Zangief. Cada um deles tem seus motivos pessoais para estar no torneio de lutas de rua.
Além dos oito personagens jogáveis, havia ainda mais quatro, que eram os chefes finais do jogo. O boxeador Balrog; o espanhol mascarado Vega; o lutador de Muai Thai Sagat; e o grande vilão do jogo, o criminoso M. Bison!
Os gráficos de The World Warrior estão muito bons, e bem próximos da versão original lançada para o arcade. Tudo bem que, se formos fazer uma análise mais profunda, vamos notar que em determinada fase falta um coqueiro ali, ou um elefante acolá, uma caixa do outro lado…
Mas nada que possa prejudicar o resultado final. Os desenhos dos personagens e cenários são excelentes!
Os efeitos sonoros também dão um show, mostrando-se bastantes fiéis ao sons que todos os jogadores estavam acostumados em ouvir ao jogar Street Fighter 2 - The World Warrior nos fliperamas. Nada mais legal do que ouvir um sonoro “shoryuken” enquanto seu oponente voa longe após um golpe certeiro!
A trilha sonora do jogo é fantástica. Todas as músicas são realmente muito boas e dão o clima perfeito do país em que está se travando a batalha. No Brasil, temos uma música com sons tribais, na Índia um tema que mais indiano seria impossível, e por aí vai.
E tamanha é a qualidade das músicas de jogo, que muitas delas ainda continuam vivas em nossa mente, mesmo depois de passados anos e anos. Não se assuste se um dia qualquer, você se surpreender ao cantarolar ou assobiar alguma música do jogo em pleno trabalho ou na sala de aula!
A jogabilidade é com certeza o ponto forte do jogo. Os comandos dos personagens são baseados principalmente em chutes e socos, sendo que cada um tem três tipos diferentes de intensidade (fraco, médio e forte). No jogo não há comandos complicados, ou pelos menos tão complicados com veríamos nos jogos de luta posteriores a Street Fighter 2, que por isso deram com os burros n’água. Não é difícil para se soltar as lendárias “magias” de seus lutadores, ou golpes especiais dos mesmos. Bastava saber como fazer para ativar esses golpes ou poderes especiais, praticar um pouco, para depois de pouco tempo já estar acionando esses golpes de maneira precisa durante as lutas.
[Nota do Bracht: na condição de quem nunca na vida conseguiu utilizar de maneira correta o famoso "pilão" do Zangief, discordo fortemente desse parágrafo. Fácil de aprender é Smash Bros, isso sim.]
A dificuldade do jogo é totalmente decidida pelo jogador, já que ele pode escolher livremente entre oito níveis de dificuldade (0 a 7). Ou seja, você pode fazer com que seus adversários no modo normal de jogo (jogador versus máquina) variem de completos imbecis que não conseguem se defender de quase nenhum golpe seu, a lutadores que beiram a perfeição quanto a execução de golpes, defesas e contra-ataques. Para se obter os finais no jogo, é necessário que o nível de dificuldade seja no mínimo 3.
Street Fighter 2 - The World Warrior é simplesmente o melhor e mais famoso jogo de luta de todos os tempos, e ditou as regras que deveriam ser seguidas para que um jogo no estilo obtivesse sucesso. A diversão proporcionada por este jogo é infinita! Você sempre vai querer jogá-lo novamente, seja para terminá-lo com aquele personagem que você ainda não viu o final (ou que já viu mas gostaria de rever), seja para passar horas e horas em duelos contra amigos.