zumbis

Eu realmente gostaria que o Continue fosse em inglês, e que os desenvolvedores de jogos pudessem ler o que escrevo aqui. Numa dessas eles realmente me escutavam e davam um rumo melhor para essa indústria. Quem sabe Daniel Trezub não virava CEO de uma Capcom ou EA da vida? Apesar que se eu fosse CEO da Eletronic Arts eu demitia todo mundo e fechava a empresa.

Devaneios à parte, eu gostaria de tornar público meu extremo nojo em relação aos zumbis e essa coisa de vê-los em tudo que é lugar. Sim, eu sou chato e ranzinza. Não, não vejo a menor graça em zumbis. Sim, se o editor aprovar esse texto, sei que vou ganhar uma comunidade no Orkut tipo “Daniel do Continue é um mala”. Mas que seja. Não tenho Orkut mesmo, então não vou ver.

Uma busca por “zombie” só nos meus RSS estrangeiros me retorna mais de 300 posts sobre isso. Left 4 Dead, Burn Zombie Burn, Zombie Wranglers, The Last Guy, Plants vs Zombies, Killing Floor, Dead Rising, Resident Evil, Zombie Apocalypse, até Call of Duty! É zumbi que não acaba mais. Até Little Big Planet tem seu zumbizinho!

Como diriam lá na gringa: “WTF??”

Jogo de guerra com modo zumbi? Zumbis alienígenas invadindo a terra? Plantas matando zumbis? Zumbis com línguas gigantes? Bonecos de pano zumbi? Aparentemente estamos passando por uma crise de criatividade na indústria de entretenimento.

O que é, de certo modo, compreensível. Ano passado, os jogos mais vendidos foram sequências. Para esse ano, a maioria dos maiores lançamentos da EA são sequências. É uma tendência. Em época de crise é melhor garantir as vendas com algo já consagrado que arriscar com algo totalmente novo e inovador. Assim sendo, não é de espantar que os desenvolvedores procurem temas que sejam venda garantida para as novidades. Hoje em dia esse tema é zumbi.

Infelizmente, parece que as fileiras dos mortos-vivos são intermináveis. Não me espantaria nem um pouco se logo a Nintendo (mestre dos lançamentos sem-noção dessa geração) viesse na próxima E3 com algo do tipo Mario Kart Zombie Race, ou mesmo um shooter do Mario onde Bowser aprende a reviver os toads mortos. Hoje em dia, dizer que haverá um lançamento de jogo de zumbi na E3 é como profecia da Mãe Diná: é óbvio e todo mundo já sabia.

Não podemos negar que alguns dos jogos citados são muito bons, mas, por outro lado, alguns deles são claramente caça-níqueis aproveitando-se da extrema popularidade dos mortos-vivos. Não consigo aceitar o fato de Call of Duty 5 ter um modo zumbi. Não faz sentido, não combina e não tem motivo algum para isso, olhando do lado lógico da coisa. Resident Evil ter zumbis é lógico, seria estranho se não tivesse. Left 4 Dead idem (apesar de serem zumbis que fogem das convenções normais e aceitas pela ciência), mas todos os outros são coisas do tipo “Vamos fazer um jogo genérico. Hm, acho que se colocarmos zumbis vai vender mais”.

Eu já cansei de zumbis, faz tempo. As pedras estão empilhadas ali em baixo. Aproveitem-nas nos comentários.

(Não propositalmente, várias das frases desse post poderiam ser usadas em um filme genérico de zumbis. Realmente está na hora dessa moda parar.)

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  1. Ops, nenhum post relacionado. Este post deve ser bem único!