Que tal?

Na época em que tudo era mais simples, os videogames tinham apenas duas dimensões e ver Mario e Sonic dividindo um jogo era algo inconcebível, as locadoras de jogos eram mania entre a juventude. Mais do que simples mania, eram quase uma necessidade — afinal, videogames sempre foram artigo de luxo aqui no Brasil. Não que fosse algo ruim: além de ser melhor do que os métodos encontrados hoje em dia, as locadoras serviam como ponto de encontro entre jogadores e promoviam a socialização entre os gamers.

Mas os tempos mudaram. Hoje em dia, os jogos estão se tornando mais bonitos que a própria realidade, Mario e Sonic não só estrelam um título juntos, mas também caem de porrada um no outro e o máximo de socialização entre jogadores que você vai ouvir falar é em fóruns da internet multiplayers com voice chat. E com isso as pobres locadoras foram de desintegrando uma a uma…

Mas é possível que uma nova era tenha chegado para elas. Saiba mais depois do continue.

No final do ano passado instalou-se aqui no Brasil um novo formato de locação de jogos eletrônicos. Um formato já popularizado e estabelecido nos EUA pela locadora GameFly. Contando com várias opções disponíveis inicialmente na cidade de São Paulo, a chamada (por eu mesmo) “locadora 2.0″ promete trazer inovações a um mercado bastante enfraquecido, que, na era dos chips de desbloqueio e da internet, já não chama mais a atenção do consumidor. E entre seus principais trunfos está a integração com a rede mundial de computadores (sic).

“Utilizar a internet e suas ferramentas para proporcionar o máximo conforto e comodidade para nossos clientes”. Esta é uma das missões da Gamemcasa, uma das pioneiras com o novo conceito de “locação virtual”, como eles mesmos definem. Funciona assim: o cliente escolhe um dos planos disponíveis, paga uma mensalidade de valor fixo, e pode alugar quantos jogos quiser dentro da limitação do seu plano (seja por consoles, datas ou número de entregas). Só que ao invés de você ter que ir até o jogo, ele vai até você através do serviço de entrega das locadoras.

“Quando você ‘zerar’, se cansar ou simplesmente não gostar de um jogo, apenas solicite a troca do mesmo em nosso site e, então, nós lhe enviaremos outro game da sua lista. Nosso entregador irá até a sua casa recolher o game que você deseja devolver, simultaneamente com a entrega do seguinte”. É também assim que funciona GameX, outra locadora que aposta no novo modelo de entrega. O número de vezes que você pode solicitar a mudança é que faz diferença na hora de escolher os planos, que também variam de preço de acordo com as plataformas.

Opção de escolha, aliás, é o que não falta. Em todas as locadoras, é possível escolher de acordo com o tempo e o número de jogos que você pretende jogar. E algumas ainda possuem um período de experimentação gratuito, uma boa pedida para quem ainda tem dúvidas sobre o serviço. “Estaremos sempre disponibilizando promoções para os seus serviços e oportunamente poderemos oferecer períodos de experimentação gratuitos aos gamers que desejarem conhecer nosso sistema” é o que consta no site da EasyPlay, que completa a trinca de concorrentes que aportaram em terras tupiniquins no mesmo período.

Tudo soa muito bem no papel, mas será que este novo modo de locação traz mesmo alguma vantagem aos games? A GameX apresenta seus argumentos. “O modelo tradicional de locação de games representava uma opção inviável para os jogadores, já que a nova geração oferece roteiros brilhantes e extensos, que são idealizados para serem explorados por dias e dias, o que tornava a locação com diárias muito cara”.

E se o novo modelo de locação é bastante ousado, a concorrência é um bom sinal - já que cada uma das novas lojas terá que se esforçar para não só iniciar este novo segmento, mas oferecer um serviço cada vez mais eficiente. Só resta aos jogadores descobrir qual dos serviços vale mais a pena: quais serão os melhores planos? Será que a novidade veio pra ficar? Qual é a loja que mais combina com você?

Foi para sanar suas dúvidas que entramos em contato com as três locadoras citadas. Nos próximos dias, publicaremos entrevistas com pelo menos duas delas (até a publicação deste post, a GameX não tinha respondido) para situar o leitor do Continue e descobrir qual é a deles.

Volte amanhã para descobrir o que a EasyGame tem para nos dizer.

Este post NÃO é patrocinado.