Videogame: a coisa mais importante entre as menos importantes

Há algumas semanas, o nosso amigo Pablo Miyazawa, vulgo Gamer.br, vulgo Nelson Rubens dos games, declarou em seu blog que tinha em sua posse uma informação que faria “tremer” “uma certa plataforma de jogos, há muito abandonada”. Vários posts e comentários indignados de leitores querendo saber do babado depois, a verdade foi revelada na noite de ontem, na forma de uma entrevista com o dinossauro brasileiro dos games chamado Marcel R. Goto. E é bem diferente do que eu acredito que todo mundo esperava.
O Marcel é um cara multitalentos. Ele tem feito várias coisas, de colaborações com a EGM a trampo de produtor na Diverbrás, só pra citar duas. O lance é que o cara nunca ficou parado, sempre produzindo relevância para o mercado de games brasileiro de um jeito de outro. Agora ele está começando a DigiArts, uma produtora de games que fala português. Mas espere! Não é só isso! Nas palavras do próprio:
Imagino que neste primeiro momento o destaque seja para o jogo musical, mas eu prefiro pensar em termos mais gerais. Estou criando uma produtora que também vai atuar como publisher, distribuidora, pelo menos no segmento de fliperamas. Pretendo lançar pelo menos dois jogos em 2008, um musical, de ritmo, estrelando bandas nacionais, e outro de luta, que na verdade é um projeto favorito que está na minha cabeça desde 2004.
Sim, o mistério todo era este: um game musical 100% brasileiro, destinado às esquecidas casa de fliperama do país. A DigiArts está indo atrás de bandas nacionais para compor o repertório, e na entrevista também foi confirmada a presença de microfone [valeu pela correção, Marcel, viajei mesmo!] baixo e bateria, além das obrigatórias guitarras. Sinceramente, não acho que alguém tivesse esperado algo parecido com isso. (Você esperava? Não esperava mas curtiu a notícia? Não dá a mínima? Deixe um comentário e vamos discutir!)
Pelo menos na minha opinião, é uma notícia empolgante, de fato. Um jogo assim, se bem produzido e bem distribuído, com um gabinete bonito e que chame a atenção, pode certamente trazer um belo sopro de vida aos nossos arcades empoeirados. Só o tempo dirá.
Por enquanto, leia a entrevista completa no Gamer.br e saiba todos os detalhes.
Só não esqueça de apagar o blog do seu histórico depois da leitura — e nem pense adicionar aos seus favoritos! — senão você nunca mais vai voltar aqui pro Continue, e isso deixaria o Bracht aqui profundamente magoado.
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