por Henrique Barbosa
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O futuro das plataformas portáteis de video game, na minha opinião, pode ser resumido em uma característica: interação com o mundo real.
A jogabilidade móvel vem caminhando nesse sentido desde o lançamento do Nintendo DS, e a tendência é só inovar, a ponto de um dia talvez fazermos gestos na frente de um handheld (como já meio que fazemos em WarioWare: Snapped!).
A resposta simples pra essa pergunta é a de que o jogador tende a querer estar dentro do jogo. Poder tocar em elementos do jogo, antes com uma stylus, agora com as próprias mãos, poder gesticular para que o jogo te entenda, simular uma vida dentro de um mundo maravilhoso, poder falar com o jogo, participar ativamente da experiência, se envolver.
É nisso que eu penso que a indústria dos jogos agora vai se basear para as suas mais incríveis invenções. Poder carregar todo esse mundo de novas com você se torna ainda mais atraente, o que incentiva essas integrações em aparelhos móveis.
Após muitos rumores, o Apple iPad foi finalmente revelado, trazendo um novo conceito, ou melhor, inovando o conceito de jogabilidade móvel.
Com maior poder de processamento (fornecido pelo chip A4, projetado pela Apple exclusivamente para o iPad) e uma tela com o quádruplo do tamanho da de um iPhone, o iPad promete revolucionar a indústria de games portáteis com capacidades realmente multitouch (não que o iPhone e iPod touch não as tivessem) proporcionadas por uma tela maior e ainda o bom e velho acelerômetro.
Todas essas melhoras e evoluções têm como objetivo fazer aquilo que já foi mencionado mais acima: mergulhar o jogador ainda mais no mundo do jogo.
Apesar de saber-se pouco sobre esse novo aparelho, sabe-se que ele é capaz de detectar movimentos da mesma forma que o iPhone, iPod touch e iPad, o que simplesmente nos diz que a Nintendo está terrivelmente atrasada, mas ao menos está correndo atrás disso.
Isso nos faz pensar que a Nintendo possa estar perdendo o jeito com os portáteis, e que o futuro desse ramo pertence à Apple. Apesar de tudo indicar o reino da maçã, o DS2 ainda está longe de chegar, e ele pode ser tanto decepcionante quanto fantástico.
Se seguirmos o caminho de simular a realidade o máximo possível, o meu chute para daqui algumas gerações é projeção diretamente na retina por vídeo lentes, sensores de movimento (nesse caso, câmeras e infravermelho como os do Projeto Natal) e inteligência artificial super avançados. Vestimentas e acessórios que simulem sensações como calor, frio e até uma pancadinha ou outra de vez enquando. Isto é, se seguirmos o caminho de simular a realidade o máximo possível. Já outra possibilidade que pode estar chegando é o caminho contrário: trazer o jogo para a vida real, com projeções holográficas e coisas do tipo, bem ficção científica.
E você, o que acha que o futuro dos portáteis nos reserva? O que gostaria de ver nas próximas gerações de DSs, PSPs, iPads e iPhones?
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