
Morreu ontem, aos 68 anos por complicações em seu aneurisma abdominal, um dos co-criadores do sistema de RPG Dungeons & Dragons, sistema de RPG inspirado em J. R. R. Tolkien e Robert Howard e que foi o primeiro em seu gênero, criando uma enorme indústria tanto de RPGs tradicionais jogados com papel e caneta quanto os eletrônicos que gostamos tanto.
Ele deixou para trás uma esposa, seis filhos e uma legião de fãs de suas belíssimas histórias sobre masmorras e dragões. Hoje podemos ter super videogames, gráficos realistas e possibilidade de jogar online, mas nada será melhor do que uma boa sessão de RPG na casa dos amigos, comendo salgadinho de isopor, bebendo coca-cola e rolando dados de formatos estranhos para ver qual será o efeito no jogo do duelo de cabos de vassouras que está rolando ao lado da mesa. Podemos amar videogames, mas é nos RPGs tradicionais que conseguimos realmente expressar nossos desejos e usar a nossa criatividade. Quem joga, sabe.
Hoje os tempos mudaram, e eu não posso mais jogar o RPG tradicional. Mas cada rolo, cada idiotice que acontece naquele maldito clã de WoW me faz lembrar de como eu era feliz jogando com meus amigos um RPG de mesa. Até hoje mantenho minha caixa de dados do lado do PC, para nunca me esquecer desses tempos tão bons.
Gary, essa última rolada de dados da foto foi para você. Dados misturados, uns vindos do tabuleiro do Dungeons & Dragons que guardo até hoje com um imenso carinho, outros roubados do Banco Imobiliário e outros comprados em EIRPGs da vida; você é digno de todas as lembranças de todo RPGista do mundo. Descanse em paz.
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