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Tá, eu sei, é uma daquelas perguntas para as quais ninguém sabe a solução, tipo “quem veio primeiro: o ovo ou a galinha”? Mas a questão é que, pelo menos neste caso, a resposta está na ponta da língua. Ou pelo menos deveria estar. Isso porque eu me refiro ao recorrente Bully, que agora volta a ser alvo de adultos frustrados em sua cruzada contra os videogames em sua nova versão, Scholarship Edition, recém-lançada para Xbox 360 e Wii. O argumento que os velhos rabugentos estão usando é de que o jogo poderia instigar as pobres crianças de hoje a querer imitar as atitudes dos jovens mostrados no videogame. É o discurso de Emily Noble, presidente da Federação de Professores Canadenses, por exemplo.

O que ele [o jogo] faz é encorajar crianças a perturbar outras crianças, a praticar bullying. Isso não ajuda a nós, professores, no que estamos fazendo na escola. Ele também faz dos professores alvos no colégio.

Eu entendi a parte de não querer que as crianças sigam qualquer tipo de mau exemplo, mas… em primeiro lugar, os próprios atos do jogo não foram baseados em atos reais de “vandalismo”? Ou vai dizer que os jovens de hoje em dia não fazem muito pior? Ou melhor ainda: vai dizer que antes dos videogames existirem os pirralhos já não eram super malvados?

Até porque termos como detenção, advertência e suspensão não me parecem tão novos assim. Isso para não mencionar os outros usos que os professores faziam de suas grandes réguas “pedagógicas” (dica: não era pra medir nada)… será que eles eram sádicos?

[via Destructoid]

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