
Eu gosto muito de Monster Hunter. Ainda pretendo fazer um artigo sobre tudo que o jogo representa, mas o importante é que eu considero ele um dos únicos jogos que realmente dá pra chamar de hardcore, afinal sua experiência requer atenção e treino — é um jogo onde o seu progresso é reflexo da sua habilidade, e um tremendo sucesso no Japão exatamente por esse motivo.
Jogos bons assim costumam ter seu conceito básico copiado, às vezes resultando em uma verdadeira obra de arte, como foi o caso de Cave Story, um Metroidvania, ou quem sabe até Banjo-Kazooie. Monster Hunter não foge do preceito, e o primeiro jogo a tomá-lo como inspiração será o até agora impressionante God Eater, da Namco Bandai.
God Eater parece, em um primeiro momento, uma mistura de Monster Hunter com Phantasy Star Universe e… animu. Isso quer dizer um provável drama interlaçado às batalhas e personagens estilizados em celshade, além de designs que parecem ter saído diretamente de The World Ends With You, mas pelo que eu pude ver em trailers, prévias e reportagens, a jogabilidade continua sólida. Já os monstros tem um toque de Persona 3 e 4, o que passa a impressão de que o jogo é uma grande mistura dos melhores elementos de vários outros — isso não é necessariamente ruim, veja bem, e por enquanto estamos falando apenas de design, mas realmente peca na originalidade.
Mesmo assim, é um joguinho que promete, e levando em conta a falta de lançamentos bons para o PSP em um futuro próximo, vale a pena ficar de olho.

Bom, continuando, God Eater tem a base de sua jogabilidade em Monster Hunter, mas há alguns diferenciais: a ação é mais rápida, com velocidade e movimentos sobre-humanos, mais estilizados, e também se passa em uma cidade futurística, o que dá chances de ação um pouco mais exagerada. No trailer, por exemplo, vemos o protagonista enfrentando um monstrengo dentro de um túnel pequeno, coisa que não acontece em Monster Hunter, e depois vemos a altura de seus saltos.
Outro fator importante são as armas, todas muito complexas e com capacidade de se transformar, o que as torna mais eficientes contra os monstros — mais ou menos como loucuras feito a gunlance e o hunting horn.

Não sabemos se God Eater será um jogo bom ou não — como muitos que vieram antes de si, em diversos outros gêneros, ele pode cair no abismo das cópias ruins. Por outro lado, talvez se torne uma alternativa divertida pra quem não quer caçar no meio do mato, e também suporta quatro jogadores. Assim como sempre foi no mundo dos jogos, só o tempo dirá!
Ah, é… como não poderia faltar, o protagonista é completamente customizável.
Porque isso, claro, é completamente original, né?
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