
Então, como foi o Troféu Gameworld ontem? Acima de tudo, foi divertidão. A cerimônia em si, apesar de bastante constrangedora em sua (des)organização, conseguiu fazer valer a noite basicamente na presença do figuraça Miranda.
Pra quem não ligou o nome à barriga pessoa, trata-se do jurado menos ortodoxo do programa Ídolos, do SBT, que eu nunca assisti mas sei direitinho como é. E se você já viu, sabe como o Miranda é. Em uma palavra: figuraça.
Em determinados momentos as falhas técnicas pareciam até previamente combinadas e ensaiadas, só para dar ao apresentador algo com o que brincar em uma cerimônia que certamente não teria sido tão bizarramente divertida se tudo tivesse corrido às mil maravilhas.
Mas a cereja do bolo, como quase sempre, veio antes e principalmente depois da cerimônia em si: aquele período bacana onde dezenas de pessoas que falam a mesma língua são largadas em um ambiente fechado sem ter muito o que fazer além de conversar. E é nessas horas que a coisa anda, profissionalmente falando.
Fora isso, a presença dos patrocinadores acabou por trazer oportunidades de testar coisas que de outra forma eu não teria podido. Depois do Continue você confere as minhas impressões sobre estas coisas – além da lista dos premiados da noite.
Esse deu mal e porcamente para testar, porque a música ambiente alta (leia-se: DJ) estava fazendo um barulho com o qual a TV não podia competir, mesmo com o volume esgaçado. Mas nas três músicas que eu “cantei”, deu pra reparar alguns pontos interessantes sobre o jogo.
Primeiro, a interface é bem bacana, bonita e funcional. A oferta inicial de músicas é bem razoavelmente farta, variada e de fácil consumo. E a mecânica de jogo lembra uma mistura evoluída da parte vocal de Rock Band com uma versão infinitamente menos frenética de WarioWare Smooth Moves (já que você precisa fazer alguns movimentinhos básicos com o microfone para ganhar mais pontos.
A impressão inicial é que se trata de um jogo simpático para gamers em geral inclinados a jogos musicais, enquanto possivelmente obrigatório para fãs de karaokê e cantores de chuveiro inveterados.
Sim, a Latamel trará o jogo oficialmente ao Brasil, o que não tem como ser uma notícia negativa. Mas isso não altera a minha opinião de que trata-se de uma das maiores patifarias da história recente da Nintendo. O jogo original de GameCube é ótimo, sim, mas me parece vergonhosamente preguiçoso da parte da Nintendo encaixar uma jogabilidade remotezística no jogo e lançá-lo, em vez de fazer uma nova iteração da franquia. Não acham?
O que não é querer dizer que a linha New Play Control é ruim ou uma má ideia. Pelo contrário: séries como Metroid Prime e Pikmin
merecem muito uma segunda chance, dessa vez num console popular. Mas estes são jogos originais e insubstituíveis. Mario Tennis não é. Dava pra fazer outro, novo, muito melhor.
E a raquetada parecia funcionar do mesmo jeito não importando qual o movimento eu fizesse com o braço.
Coloca-se um óculos 3D (que mais parece um óculos escuros normal, ao contrário dos óculos 3D de cinema, que são gigantes) e olha-se para uma tela. Sem o óculos, ela parece uma TV mal sintonizada onde tudo tem o famoso problema dos “fantasmas”. Com eles, tudo pula para planos sensivelmente diferentes, mas muito perceptíveis.
Joguei um jogo de corrida que parecia algum desses Need For Speed novos, e posso dizer que o resultado é o que eu classificaria como “muitu loku, véi!”.
Só dois grandes problemas: preços e falta de um jogo que não funcione ou seja muito pior sem o 3D. Por enquanto é puro eye-candy. Mas quando ficar barato e difundido, muitos de nós vão ter um desses na nossa mesa do computador.
Apesar de simples (apenas três Wiis montados e uma mesinha de brindes), o “estande” da Hudson Soft era o mais legal. Primeiro porque tinha três jogos diferentes que eu nunca tinha jogado – sendo que de um deles eu sou fã –, e segundo porque tinha um representante da própria Hudson lá conversando com o pessoal enquanto jogavam.
Os jogos eram Deca Sports (que o Prandoni falou que é ruim, e eu acreditei), Help Wanted (que eu nunca tinha ouvido falar) e Marble Saga: Kororinpa (que eu sou fã). O mais bacana é que na mesinha de brindes havia discos com demos desses três jogos pra gente levar pra casa na faixa. É claro que eu peguei um de cada, e se bobear amanhã tem [Mãos-nele] com Deca Sports e Help Wanted.
Isso porque Kororinpa eu joguei.
Joguei enquanto batia um papo com Amar Gavhane, o representante da Hudson que estava lá. A princípio achei o jogo fácil demais, aí ele falou que tem mais fases fáceis no início, mas também tem bem mais fases difíceis no final, já que o novo Kororinpa é (muito) mais longo que o primeiro.
Perguntei sobre o primeiro jogo, que é raro de se encontrar – e caro quando se encontra – atualmente porque foram fabricadas pouquíssimas unidades. No fim das contas o jogo foi, segundo o Amar, só um “experimento” da Hudson com o Wii, por isso teve tão poucas unidades fabricadas. Marble Saga não terá esse probleminha, pois será fabricado em escala bem maior.
E, de acordo com o tempo que pude jogar, ele realmente é uma sequência do primeiro em todos os sentidos. Percebi várias melhorias e conceitos expandidos. Há bem mais obstáculos, como canhões que jogam a bolinha para cima na direção que você mirar, tubos que empurram a bola à toda velocidade e pontes erguidas que caem para o lugar quando você bate nelas com a bola. Só isso, somado à quantidade bem maior de fases, já deve garantir um aumento exponencial de variedade nas fases.
Há também modos multiplayer para até quatro pessoas e um outro modo que pode ser controlado com a Wii Balance Board. Esse não tinha pra testar, nem no estande nem no disco de demo (que só tem 5 fases curtas). Outra novidade é o sistema de criação de fases, que parece ter sido bem trabalhado. Aproveitando a deixa, perguntei se esse sistema usa Friend Codes para compartilhamento de fases entre amigos – já que o recém-anunciado Boom Blox 2 não usa. Ele disse que sim, e demonstrou não estar sabendo que há algum jogo que não usava.
De qualquer forma, esse Kororinpa novo eu tenho quase certeza que vou acabar comprando.
Melhor Operadora de Celular: Oi
Melhor Mouse para Game: Microsoft
Melhor Jogo PC: Fallout 3 (Bethesda Softworks)
Melhor Jogo para Download: Mega Man 9 (PSN/XBLA/WiiWare – Capcom)
Melhor Placa de Vídeo: Gigabyte
Melhor Fonte de Alimentação:Cooler Master
Melhor Experiência Multiplayer: LittleBigPlanet (PS3 – Sony CEA)
Melhor Produtora/Desenvolvedora: Capcom
Melhor Celular para Jogo: Sony Ericsson K850i
Melhor Jogo de Celular: Duke Nukem Mobile 3D (SkyZone)
Melhor Jogo de PS3: Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots (Konami)
Melhor Jogo de Wii: No More Heroes (Ubisoft)
Melhor Jogo de Nintendo DS: Castlevania: Order of Ecclesia (Konami)
Melhor Jogo de PS2: Naruto: Ultimate Ninja 3 (Namco Bandai)
Melhor Jogo de Xbox 360: Grand Theft Auto IV (Rockstar Games)
Melhor Distribuidora de MMO (nacional): Gamemaxx
Melhor Distribuidora de Jogos (nacional): JP Tech
Melhor Produtora / Distribuidora: GameZ! SupportComm
Melhor Loja de Videogames: UZ Games
Melhor Anúncio Publicitário 2008: “Chega de Mi mi mi – Cabal Online agora é grátis”
Melhor Experiência de Compra: FNAC
Melhor Jogo de PSP: Crisis Core: Final Fantasy VII (Square Enix)
Destaque do Ano: Taikodom (Hoplon)
Melhor Jogo de 2008: Fallout 3 (Bethesda Softworks)
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